12 temas de redação que podem cair no ENEM 2026
13 de agosto de 2026
Qual será o tema da redação do ENEM 2026?
Essa é uma das perguntas que mais aparecem quando a prova começa a se aproximar.
A resposta é simples:
ninguém sabe antecipadamente.
O tema oficial permanece em sigilo até a aplicação do exame.
Isso não significa, porém, que estudar assuntos atuais seja perda de tempo.
Pelo contrário.
Treinar diferentes problemas sociais ajuda você a desenvolver repertório, aprender a construir argumentos e chegar ao ENEM preparado até mesmo para um tema que nunca imaginou.
Os 12 assuntos abaixo não são previsão oficial. São um mapa de temas contemporâneos que cobrem educação, tecnologia, desigualdade, direitos, juventude e meio ambiente.
1. Desafios do uso da inteligência artificial na educação brasileira
A inteligência artificial deixou de ser apenas assunto de tecnologia e passou a fazer parte das discussões educacionais.
Em 2026, o Ministério da Educação publicou um referencial específico sobre IA na educação, abordando o uso responsável da tecnologia no ambiente educacional.
Possível proposta
Desafios para o uso ético e responsável da inteligência artificial na educação brasileira.
O que argumentar?
Você poderia discutir:
- desigualdade de acesso às tecnologias;
- dependência excessiva de ferramentas de IA;
- formação dos professores;
- autoria e pensamento crítico;
- proteção de dados;
- necessidade de educação digital.
Repertórios
Paulo Freire: formação crítica e autonomia do estudante.
Manuel Castells: transformações provocadas pelas tecnologias na sociedade.
Constituição Federal: direito à educação e igualdade de oportunidades.
Uma tese possível
Embora a inteligência artificial possa ampliar as possibilidades de aprendizagem, a desigualdade de acesso às tecnologias e a ausência de formação para seu uso crítico dificultam sua utilização responsável na educação brasileira.
2. Saúde mental de adolescentes na era digital
Redes sociais, pressão por desempenho, cyberbullying, comparação constante e exposição online fazem parte da rotina de muitos jovens.
O UNICEF mantém iniciativas e materiais voltados especificamente à promoção da saúde mental de adolescentes e jovens.
Possível proposta
Desafios para a promoção da saúde mental entre adolescentes brasileiros na era digital.
O que argumentar?
- busca constante por aprovação;
- comparação social;
- pressão por desempenho;
- cyberbullying;
- dificuldade de acesso a cuidados em saúde mental.
Repertórios
Byung-Chul Han: sociedade do desempenho.
Divertida Mente: importância da compreensão das emoções.
Constituição Federal: direito à saúde.
Uma tese possível
A exposição constante às dinâmicas das redes sociais e a insuficiência de ações preventivas dificultam a promoção da saúde mental dos adolescentes brasileiros.
3. Combate à desinformação nas redes sociais
Fake news continuam no centro do debate público.
Em 2026, o Tribunal Superior Eleitoral ampliou ações de enfrentamento à desinformação e firmou parcerias com plataformas digitais no contexto das eleições.
Possível proposta
Desafios para combater a desinformação nas redes sociais brasileiras.
O que argumentar?
- falta de educação midiática;
- compartilhamento impulsivo;
- dificuldade de verificar fontes;
- circulação acelerada de conteúdos;
- uso de inteligência artificial para produzir conteúdos falsos.
Repertórios
George Orwell — 1984: manipulação da informação.
Hannah Arendt: verdade e espaço público.
Marco Civil da Internet: direitos e deveres no ambiente digital.
Uma tese possível
A insuficiência da educação midiática e a rápida circulação de conteúdos enganosos dificultam o enfrentamento da desinformação no Brasil.
4. Mudanças climáticas e adaptação das cidades brasileiras
Enchentes, ondas de calor, secas e outros eventos extremos colocaram a adaptação climática no centro de políticas públicas e discussões urbanas.
Documentos oficiais apontam que eventos climáticos extremos já afetam o Brasil e tendem a se intensificar, enquanto iniciativas recentes têm destacado a necessidade de aumentar a resiliência das cidades.
Possível proposta
Desafios para preparar as cidades brasileiras para os impactos das mudanças climáticas.
O que argumentar?
- crescimento urbano desordenado;
- falta de infraestrutura;
- ocupação de áreas de risco;
- desigualdade socioespacial;
- ausência de planejamento preventivo.
Repertórios
Agenda 2030: desenvolvimento sustentável.
Milton Santos: desigualdade e organização do espaço urbano.
Wall-E: degradação ambiental.
Uma tese possível
A ausência de planejamento urbano adequado e a desigualdade socioespacial ampliam a vulnerabilidade das cidades brasileiras diante dos eventos climáticos extremos.
5. Inclusão de pessoas neurodivergentes na educação brasileira
Inclusão não significa apenas permitir que o estudante esteja dentro da sala de aula.
Em 2025 foi instituída a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, e em 2026 o MEC regulamentou aspectos da política, reforçando discussões sobre acesso, permanência e participação no sistema educacional inclusivo.
Possível proposta
Desafios para garantir a inclusão de estudantes neurodivergentes na educação brasileira.
O que argumentar?
- formação insuficiente de profissionais;
- falta de adaptações pedagógicas;
- preconceito;
- ausência de recursos;
- diferença entre matrícula e inclusão efetiva.
Repertórios
Lei Brasileira de Inclusão.
Declaração de Salamanca.
Constituição Federal.
Uma tese possível
A insuficiência da formação profissional e a persistência de barreiras institucionais impedem que a inclusão educacional se concretize plenamente.
6. Cidadania digital entre crianças e adolescentes
Saber usar celular não significa saber viver de maneira responsável no ambiente digital.
O governo federal mantém iniciativas de educação digital e midiática voltadas ao desenvolvimento de pensamento crítico, segurança e cidadania digital, inclusive entre crianças e adolescentes.
Possível proposta
Desafios para promover a cidadania digital entre jovens brasileiros.
O que argumentar?
- privacidade;
- segurança digital;
- comportamento responsável;
- combate à desinformação;
- exposição excessiva;
- falta de educação midiática.
Repertórios
Marco Civil da Internet.
Manuel Castells.
O Dilema das Redes.
Uma tese possível
Apesar da ampla presença dos jovens no ambiente digital, a insuficiência da educação midiática e a falta de compreensão sobre direitos e responsabilidades dificultam o exercício pleno da cidadania online.
7. Violência contra mulheres no ambiente digital
Ataques coordenados, ameaças, exposição de imagens íntimas e criação de conteúdos falsos com inteligência artificial ampliaram as discussões sobre violência de gênero na internet.
Em 2026, entraram em vigor novas diretrizes federais para proteção das mulheres e enfrentamento da violência no ambiente digital.
Possível proposta
Desafios para combater a violência contra mulheres nas redes sociais brasileiras.
O que argumentar?
- misoginia;
- anonimato;
- exposição de conteúdo íntimo;
- ataques coordenados;
- uso de IA para manipulação de imagens;
- responsabilização das plataformas.
Repertórios
Constituição Federal.
Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Marco Civil da Internet.
Uma tese possível
A normalização de discursos misóginos no ambiente virtual e a dificuldade de responsabilização dos agressores contribuem para a permanência da violência digital contra mulheres.
8. Cyberbullying entre crianças e adolescentes
O bullying não termina necessariamente quando o estudante sai da escola.
No ambiente digital, uma agressão pode permanecer disponível, ser compartilhada e alcançar públicos muito maiores.
Possível proposta
Desafios para combater o cyberbullying entre crianças e adolescentes brasileiros.
O que argumentar?
- sensação de anonimato;
- ausência de educação digital;
- propagação das agressões;
- dificuldade das vítimas em buscar ajuda;
- papel da escola e da família.
Repertórios
Estatuto da Criança e do Adolescente.
Extraordinário.
Marco Civil da Internet.
Uma tese possível
A falta de formação para a convivência responsável no ambiente digital e a amplificação das agressões pelas redes dificultam o combate ao cyberbullying entre jovens.
9. Tecnologia e desigualdade educacional no Brasil
A tecnologia pode ampliar oportunidades.
Mas também pode aprofundar desigualdades quando o acesso não é distribuído de maneira equilibrada.
A política educacional brasileira recente tem tratado simultaneamente de conectividade, educação digital e incorporação de ferramentas como a inteligência artificial.
Possível proposta
Desafios para reduzir a desigualdade de acesso às tecnologias educacionais no Brasil.
O que argumentar?
- falta de internet de qualidade;
- desigualdade regional;
- ausência de dispositivos;
- formação digital;
- diferenças entre escolas públicas e privadas.
Repertórios
Milton Santos: desigualdade na apropriação das tecnologias.
Pierre Bourdieu: desigualdade e capital cultural.
Constituição Federal: direito à educação.
Uma tese possível
A desigualdade socioeconômica e as diferenças de infraestrutura entre instituições educacionais impedem que os benefícios das novas tecnologias sejam distribuídos de maneira democrática.
10. Educação midiática e formação crítica dos jovens
Nunca tivemos acesso a tanta informação.
O desafio passou a ser saber o que merece confiança.
Em 2026, iniciativas públicas de educação midiática vêm destacando pensamento crítico, checagem de fatos, letramento algorítmico e uso responsável da internet.
Possível proposta
Caminhos para fortalecer a educação midiática entre jovens brasileiros.
O que argumentar?
- dificuldade de verificar informações;
- influência dos algoritmos;
- fake news;
- formação escolar;
- responsabilidade no compartilhamento;
- inteligência artificial generativa.
Repertórios
Paulo Freire: formação crítica.
George Orwell: manipulação da informação.
Manuel Castells: sociedade em rede.
Uma tese possível
A ausência de educação midiática sistemática e a crescente complexidade do ambiente informacional dificultam a formação de jovens capazes de consumir e produzir informações de maneira crítica.
11. Inclusão digital no Brasil
Quase todo brasileiro tem celular, mas o acesso à internet continua desigual.
Boa parte da população depende de dados móveis limitados, sem banda larga em casa nem equipamento para estudar ou trabalhar. Na escola essa diferença pesa: o estudante que pesquisa no computador e o que resolve tudo na tela do celular não recebem a mesma oportunidade.
Possível proposta
Desafios para a promoção da inclusão digital no Brasil.
O que argumentar?
- desigualdade regional no acesso à banda larga;
- diferença entre estar conectado e ter conexão de qualidade;
- falta de formação para o uso crítico da tecnologia;
- exclusão de quem depende de serviços públicos que migraram para o digital;
- concentração dos investimentos nos grandes centros urbanos.
Repertórios
Milton Santos: o território brasileiro se moderniza de forma desigual.
Constituição Federal: educação e acesso à informação como direitos de todos.
Revolução Industrial: toda mudança técnica redistribui oportunidades.
Uma tese possível
Embora a conexão tenha se espalhado pelo país, a desigualdade regional de infraestrutura e a ausência de formação para o uso crítico da tecnologia mantêm parte da população à margem da vida digital.
12. Segurança digital e proteção de dados
Golpes por aplicativo de mensagem, vazamento de cadastros e perfis falsos entraram na rotina de quem usa internet no Brasil.
A lei existe desde 2018, quando a LGPD foi sancionada. Conhecer o próprio direito sobre os dados, porém, ainda alcança pouca gente.
Possível proposta
Desafios para garantir a segurança digital e a proteção de dados no Brasil.
O que argumentar?
- exposição excessiva da vida privada nas redes;
- crescimento dos crimes cibernéticos e a dificuldade de punir;
- coleta de dados sem consentimento informado;
- responsabilidade das plataformas e das empresas;
- ausência de educação digital na escola.
Repertórios
LGPD: o dado pessoal pertence à pessoa, não a quem o coleta.
Marco Civil da Internet: deveres das plataformas e privacidade do usuário.
Zygmunt Bauman: a exposição voluntária da intimidade na sociedade contemporânea.
Uma tese possível
Embora o Brasil tenha construído um arcabouço legal para proteger dados pessoais, o desconhecimento dos próprios direitos e a exposição naturalizada nas redes tornam o cidadão o elo mais frágil da segurança digital.
Qual desses temas tem mais chance de cair?
Não existe uma forma segura de estabelecer um ranking de probabilidade.
O fato de um assunto estar em evidência não significa que será escolhido pelo Inep.
E tentar descobrir “o tema certo” pode fazer você estudar da maneira errada.
Use esses assuntos como treino de argumentação, não como apostas.
O que esses 12 temas têm em comum?
Observe os eixos:
Tecnologia
- inteligência artificial;
- desinformação;
- cidadania digital;
- educação midiática;
- segurança digital e proteção de dados.
Juventude
- saúde mental;
- cyberbullying.
Direitos e inclusão
- neurodivergência;
- violência digital contra mulheres.
Sociedade e meio ambiente
- mudanças climáticas;
- desigualdade educacional;
- inclusão digital.
Se você dominar os principais repertórios desses quatro eixos, estará preparado para uma quantidade muito maior de propostas do que apenas as doze apresentadas aqui.
12 propostas para você treinar
Salve esta lista:
-
Desafios para o uso responsável da inteligência artificial na educação brasileira.
-
Desafios para promover a saúde mental entre jovens brasileiros na era digital.
-
Desafios para combater a desinformação nas redes sociais brasileiras.
-
Caminhos para adaptar as cidades brasileiras às mudanças climáticas.
-
Desafios para garantir a inclusão de estudantes neurodivergentes na educação brasileira.
-
Desafios para fortalecer a cidadania digital entre jovens brasileiros.
-
Desafios para combater a violência contra mulheres no ambiente digital.
-
Caminhos para enfrentar o cyberbullying entre crianças e adolescentes.
-
Desafios para democratizar o acesso às tecnologias educacionais no Brasil.
-
Caminhos para fortalecer a educação midiática dos jovens brasileiros.
-
Desafios para a promoção da inclusão digital no Brasil.
-
Desafios para garantir a segurança digital e a proteção de dados no Brasil.
Como estudar esses temas sem decorar 12 redações?
Para cada proposta, faça apenas este exercício:
Problema central:
Causa 1:
Causa 2:
Repertório 1:
Repertório 2:
Consequências:
Agente da intervenção:
Possível solução:
Isso pode ser feito antes mesmo de escrever a redação completa.
Você estará treinando justamente a habilidade que precisará utilizar no dia da prova:
receber um tema e transformá-lo rapidamente em um projeto de texto.
Um desafio para os próximos 12 treinos
Faça uma redação para cada tema desta lista.
Não escreva todos de uma vez.
Você pode fazer:
Tema 1 → escrever → corrigir → analisar os erros.
Depois:
Tema 2 → aplicar aquilo que aprendeu na correção anterior.
Ao final das doze produções, você não terá apenas estudado doze possíveis assuntos.
Terá treinado doze vezes:
- interpretação;
- tese;
- argumentação;
- repertório;
- coesão;
- proposta de intervenção.
Isso vale mais do que acertar uma previsão.
Não tente adivinhar o tema. Prepare-se para qualquer um.
Na Redação Nota Mil, você pode escrever sobre essas propostas, enviar seus textos e receber uma análise por competência para descobrir os pontos que ainda precisam evoluir.
Ao criar seu cadastro, você recebe 3 créditos grátis para começar a treinar.
O tema oficial do ENEM 2026 ainda é desconhecido.
Sua capacidade de argumentar sobre ele pode começar a ser construída hoje.